terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Depois de muita espera...nosso clipe está no youtube!!!



Para quem não sabe, o vídeo foi gravado no final de setembro e é o primeiro registro oficial da Sonnets no formato videoclip.

A música escolhida foi “Primeiros Segundos”, que está na leva de sons gravados no inverno de 2008 , em Porto Alegre, no Estúdio 7, com produção da banda e de Eduardo Swa, que sinceramente , pode-se dizer que, tirou leite de pedra nas poucas horas que tivemos.

O roteiro do clipe foi escrito pelos nossos diretores Fabiano Foggiato e Guilherme Cassel - também editor do clip e baixista da banda. O vídeo teve sua estréia oficial na categoria competitiva de videoclips do 8º Santa Maria Vídeo e Cinema, no sábado, 28 de novembro, às 14h30min.

Só temos a agradecer a cada um que colocou o dedo nesse projeto e fez com que ele se realizasse.
“ Antes de nada eu sei que preciso lhes dizer tudo: obrigado”

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Brisocks e Inseto Social

Dia 20 de Novembro - nesta sexta-feira - rola aqui em Santa Maria uma festa com duas bandas bacanas que fizeram e fazem parte do caloroso cast da galera que faz rock na cidade.

Trata-se da Brisocks que tá aí a alguns anos e a lendária Inseto Social que entre tantas peripécias já foi caminhando, veja bem eu disse CAMINHANDO até Porto Alegre para tocar no Planeta Atlântida. No ano retrasado fez uma minitour pela Argentina.
Então vai lá que certemante os teus cinco trocados não estarão sendo jogados fora.
Além disso tu vai estar dando uma baita mão para o rock autoral de Santa Maria, coisa que cada vez tá mais ralo aqui na cidade. Abertura dos amigos da Piscadela!?.

Achei um link aqui pra bixar o cd da Inseto Social:
http://www.4shared.com/file/50177634/d57c5075/Inseto_Social_-_Inseto_Social.html

Segue o myspace da Brisocks que já tem som novo:
http://www.myspace.com/brisocks



Cartazinho que bolei pra festa

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Loser nunca mais

Ele vê a página em branco novamente. A estrada longa e cheia de buracos. É difícil retornar agora. É engolir a seco o que passou enquanto Mississipi rola no rádio do velho carro. Sempre gostou dessa canção. “Stayed in Mississipi a day too long”. Um velho amigo seu o aconselhou “escuta isso que é bom”. Hora de pegar a estrada, novo rumo e só na cidade seguinte parar e pensar! Acender um cigarro enquanto junta os cacos que sobraram da noite passada em que quase viu o céu desabar e a sorte parar de flertar com seu copo de cerveja. Um quase quebra-pau no bar, um quase sopro de chuva no ar, sempre um “quase”. Lembrou dos textos e o quanto o chamaram de loser. Prendeu a respiração por um segundo e após isso sente (e confessa) vontade de esbofetear todos esses enquanto alguém lá em cima lança raios sobre sua cabeça e diz: Essa noite não! Já não tem mais lar, emprego, mas ainda sobrou alguma coisa e nisso ele se apega e não vê outra maneira de refazer as coisas a não ser quebrar o concreto velho e construir sobre chão fértil. Não se vê refazendo nada, ele quer coisas novas, anseia por isso, “sangue novo” como a gente diz quando alguém entra numa banda. É como uma velha letra de música inacabada que a gente encontra no meio dos cadernos com folhas amareladas pelo tempo. Olha e pensa que dalí ainda pode sair alguma coisa. E sim! Sempre pode sair alguma coisa - o velho: aprender com o que passou. Joga uma palavra fora, troca um verbo por outro e refaz a melodia por que já não lembra mais.
Hora de se refazer. Pegar a estrada para um lugar qualquer. Loser nunca mais.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Continua ...

Eu não sou má pessoa. Cometi inúmeros erros durante os meus 20 e poucos anos de vida e ainda acredito que o lance é tentar se redimir. É limpar as escadas da velha casa, abrir a janela, bater os tepetes, gritar! E de uma vez por todas estampar na parede da sala que ainda resta um segundo para fazermos novos planos e relembrar aquele verão. Cantar mais uma vez "De Doce" e deixar eu te falar que caí de novo na mesma armadilha. Que sou presa fácil nesse jogo. A vida não perdoa meu camarada. Aqui se faz, aqui se paga e eu não quero mais apostar o mesmo preço alto de antes. Quero, sem hora marcada, falar o que vejo e como vejo. Espero que todos estejam atentos quando isso acontecer, por que vai ser um estrondo, vai ser pedra na vidraça, um barulho ensurdecedor talvez alguns se surpreendam outros certamente não. Não quero soar demagogo muito menos hipócrita mas acredite serão palavras sinceras... sei que muitos pensam: "tá uma coisa que ele nunca foi: SINCERO". Embora dentro de mim eu saiba o quão errados esses estão. Como eu disse acima...cometi erros, cometo erros, cagadas que talvez ninguém se atreva a pensar em fazer... tudo por impulso e por um par de olhos castanhos que me fazem perder literalmente a cabeça. Não escolho a trilha pra esse filme... ele vai rolando devagar e o meu play list esta na ordem aleatória. Eu a vejo sempre por aqui. Linda em seu jeans, lenço no pescoço, aquele sapatinho meio all star com salto e a jaqueta comanheira de madrugadas. Quando ela esta por perto por mais que isso pareça manjado: eu saio do ar eu me desligo do mundo e chapo os meus olhos nos olhos dela e então ela adormece nos meu braços. Não quero mais sair daqui, deixa que o granizo caia lá fora. Fecha a janela e me abraça. Coloca aquele disco do Ryan. A gente sempre vence no final.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Sábado das 16:00 às 18:00

Sábado era sagrado...das 16:00 às 18:00 era a nossa hora de plugar as guitarras e o baixo, gaita de boca em punho baquetas apontadas para a caixa da bateria e um gritava: "Conta ae Chicão..." "um, dois, três... lá vamos nós hehehehe". Tudo era motivo de graça. O trabalho que tinha sido cansativo a semana toda e o outro reclamando que ainda não tinha arranjado um trampo fixo, aquele cd novo. A ida a Porto Alegre uns dias antes. "Pública vem a Santa, vamos ?". Os cds com sons novos que um levava para o outro...

A ceva ia de mão em mão e nunca se fazia de fora. Cada um sabia que tinha que levar algumas latas, long necks, garrafas, qualquer coisa. Valia até um vinhozinho numa garrafinha pet de água mineral que tinha servido pra curar a ressaca da noite de sexta. Sábado era a nossa vez de botar pra quebrar. Rock/garagem/meio blues... parecia um caldeirão aquilo onde cada um trazia o seus ingrediente favoritos e jogava ali, "mistura bem, Viu? Dá Nisso!!!". Não tocávamos covers acho que uma que adotamos e diziamos que era nossa, a maioria coisa da gente, afinal tinhamos nosso compositor e isso é coisa fina, poucos sabem fazer um som com 3 ou 4 acordes e a coisa simplismente colar na tua cabeça. Não éramos ótimos nem sequer bons músicos, nem sequer músicos mas ali tinha magia, tinha aquele algo a mais, ou será que era a cerveja que tava embaralhando as idéias? Não ! ali tinha algo a mais, sim !! Eu fui convidado a tocar com esses caras e admito que quando não tinha ensaio no sábado por algum motivo (e sempre eram motivos sérios, por que levávamos a sério essa brincadeira/cervejada) eu ficava de cara.Eu sentia falta da bebedeira e dos acordes pesados que aquela galera fazia. Daquela gaita bêbada e do baixo Cheruti que depois caiu e quebrou. A gente enchia a cara de rock/garagem e "suco de cevadis". Sábado era o nosso palco, nem precisava luxo, luz, retorno, nada. Ali a gente fazia a coisa acontecer. Tardes que seguiam noite a dentro em qualquer boteco, tanto no Antártica quanto no Miau. Era fueda !! Fueda demais.l Quem sabe um dia a gente reuni a catota toda, compra uma caixa de ceva e se diverte de novo em nome dos velhos e bons tempos!!! é só chamar que eu vou.
"Acendo uma vela branca e nela vejo o tempo passar"

domingo, 2 de agosto de 2009

Fita K7

Outro dia a Sonnets foi dar uma entrevista para o jornal A Razão e antes falando no msn com o Rômulo (rapaz que nos entrevistou) comentei sobre como foi que conheci bandas como Led Zeppelin, The Doors, Nirvana, Bob Marley e outras...

Eu devia ter uns 13/14 anos. E as condições financeiras da minha família não permitiam a compra de um cd player então eu tinha um som com rádio e toca-fitas. Acho que todo mundo com mais de 20 e poucos anos já teve um aparelho desses. Nessa época ,no verão, eu ia muito ao clube Atlético encontrar os amigos e se divertir (claro). Meus primos moravam e ainda moram ao lado do clube então eu ia cedo para a casa deles com 2 ou 3 fitas cassete e passava literalmente as tardes de verão gravando coisas. Minha prima tinha a coleção inteira do Led Zeppelin e do The Doors em cd, lembro que a primeira capa de um disco que achei foda foi o terceiro do Led, um disco que curto até hoje. Tinha o Strange Days do Doors que também é demais.Então eu ficava lá. Férias de verão e eu descobrindo um mundo novo. Descobrindo um dos cds mais lindos que já foram produzidos, o Acústico do Nirvana que é fodástico, descobrindo que a música era muito mais do que aquilo que a rádio tocava.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O inverno parece mais frio
sem você por aqui pra falar qualquer coisa
Acordar sem você do ao meu lado é difícil
as noites não são agradáveis mesmo com a chuva
que tanto gosto batendo na minha janela
as horas não passam enquanto eu durmo
e meu sono parece pesado
o que me faz sentir cansando agora pela manhã
mas espero o fim do dia pra te ver e aliviar essa dor nas minhas costas
com esses olhos lindos que espero quererem os meus